domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nada mais

Enquanto a chuva torrencial cai lá fora, estou aninhada a você. Faz frio, o que só aumenta a doçura do nosso abraço. Eu tenho medo de raios, sabia? Você ri de mim e diz que isso é coisa de criança, antes de me beijar delicadamente.

Enquanto as ondas molham a areia da praia, estou aninhada a você. Faz calor, o que só aumenta o suor de nossas mãos entrelaçadas. Eu odeio sargaços, sabia? Você ri de mim e diz que isso é coisa de criança, antes de me beijar delicadamente.

Enquanto os meus fantasmas insistem gritar comigo, estou aninhada a você. Faz desespero, o que só aumenta o fluxo de lágrimas. Eu odeio certas lembranças, sabia? Você ri de mim e diz que isso é coisa de criança, antes de me beijar delicadamente.

E eu me sinto melhor, porque sei que você tem razão: estamos juntos e nada mais importa.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu e você

Você é sensível. Você me compreende. Você interrompe com beijos os meus monólogos cheios de filosofia chata e sem sentido. Você gosta de brincar comigo na chuva. Você acha que minhas infantilidades são adoráveis. Você não sabe cozinhar, mas faz um miojo pra mim como se fosse a coisa mais sagrada do mundo. Você jura que vai me amar pra sempre. Você só existe quando eu fecho os olhos.

Eu sou sensível. Eu te compreendo. Eu me derreto quando sinto você sorrir no meio de um beijo. Eu gosto de caminhar de mãos dadas na calçadinha da praia. Eu te abraço repentinamente, em uma situação fora de contexto. Eu levo seu café-da-manhã na cama após uma noite de intermináveis carinhos. Eu juro que vou te amar pra sempre. Eu só estou te esperando.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ao amor da minha vida,

Quando eu te encontrar, serei uma amante coruja. Do tipo que leva café na cama, que sente ciúmes das suas amigas, que te faz sorrir quando tudo parece estar errado, que diz “eu te amo” em uma situação completamente fora de contexto, e que teima em te explicar todo dia porque se apaixonou. Te darei quantos filhos você quiser, te amarei quantas vezes você precisar, morarei onde você preferir e sussurrarei no seu ouvido que o nosso amor nunca vai acabar.

Agora só falta você aparecer.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Self

Não pense que aprendi a me amar; duvido que isso aconteça algum dia. Apenas estou me valorizando um pouco mais, porque sei que nem todo mundo fará isso por mim.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fim

Tentei escrever um texto amargo pra você, mas não consegui pensar em nada que preenchesse o papel de uma forma condizente aos meus pensamentos. E sabe por quê? Porque você já morreu.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

No teto, os pingos

Eu gosto desse silêncio sombrio. É quando penso no nada. Tudo está tão vazio, que me faltam palavras para concluir esse texto. Sobre o que eu ia escrever, mesmo? Não sei. Não lembro. Os pingos continuam caindo. O frio corta a minha pele. A sensação é incrivelmente deliciosa.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Porque é de verdade.

Você me feriu. Eu superei em partes. E o que sinto por você não é fácil de entender, embora tenha um nome bastante vulgar: amor. Por mais errado que tudo pareça estar, o meu sentimento é fixo. Imutável. Posso até arranjar outras pessoas, outros romances, outras ocupações. Mas sei que, no momento em que eu der meu último suspiro, me lembrarei apenas de você. E da vida que não tivemos juntas.